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13/04/2026 21:03 (UTC)

ISRAEL HOLOCAUSTO

Netanyahu acusa Europa de ter "profunda fraqueza moral" no Dia da Lembrança do Holocausto

Jerusalém, 13 abr (EFE).- O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, acusou nesta segunda-feira a Europa de demonstrar uma “profunda fraqueza moral” e de se afastar dos valores que adotou após a Segunda Guerra Mundial, durante seu discurso na cerimônia de abertura do Dia da Lembrança do Holocausto no memorial de Yad Vashem.

“A Europa, que após a Segunda Guerra Mundial jurou proteger o bem, está hoje afetada por uma profunda fraqueza moral”, afirmou Netanyahu, que opinou ainda que o continente “está perdendo o controle de sua identidade, de seus valores e de seu compromisso de defender a civilização contra a barbárie”.

O líder israelense acrescentou que a Europa “pode aprender muito” com Israel, especialmente no que diz respeito à “clara distinção entre o bem e o mal”, que, em sua opinião, obriga a agir militarmente em determinados momentos.

Durante o discurso, Netanyahu também vinculou a segurança de Israel à dos países europeus ao afirmar que seu governo “está protegendo a Europa”, em um contexto marcado pela guerra no Oriente Médio.

O primeiro-ministro também defendeu as recentes operações contra o programa militar iraniano e afirmou que Israel destruiu “grande parte da máquina de morte” de Teerã, referindo-se a instalações nucleares, mísseis e outros sistemas de armamento.

Netanyahu comentou que, caso não tivesse agido, infraestruturas como Natanz, Fordo, Isfahan e Parchin “poderiam ter sido lembradas com infâmia”, comparando-as a campos de extermínio nazistas como Auschwitz e Treblinka. Da mesma forma, ele destacou a cooperação com os Estados Unidos nessas ações, o que classificou como “parceria histórica sem precedentes”.

Essas declarações ocorreram no âmbito da cerimônia oficial que dá início, em Israel, ao Dia da Lembrança do Holocausto e do Heroísmo, um data em homenagem aos 6 milhões de judeus assassinados durante a Shoá (holocausto em hebraico) e uma das datas mais solenes do calendário nacional.

Durante o evento realizado em Yad Vashem, o centro mundial de memória do Holocausto localizado em Jerusalém, seis sobreviventes (Saadia Bahat, Miriam Bar Lev, Ilana Fallach, Moshe Harari, Avigdor Neuman e Michael Sidko) acenderam seis tochas em memória de cada milhão de assassinados.

IMAGENS: ESCRITÓRIO DO PRIMEIRO-MINISTRO DE ISRAEL. USO EDITORIAL/APENAS DISPONÍVEL PARA ILUSTRAR A MATÉRIA QUE ACOMPANHA (CRÉDITO OBRIGATÓRIO).

RECURSOS DA CERIMÔNIA DO DIA DA LEMBRANÇA DO HOLOCAUSTO.

DECLARAÇÕES DE BENJAMIN NETANYAHU, PRIMEIRO-MINISTRO DE ISRAEL.

Tradução: "Portanto, destruímos grande parte da máquina de morte que o regime iraniano desenvolveu ao longo de décadas: instalações nucleares, mísseis, drones, sua frota naval, sua força aérea e outros sistemas de armas em larga escala.

Se não tivéssemos agido, os nomes Natanz, Fordo, Isfahan e Parchin poderiam ter sido lembrados com infâmia, assim como Auschwitz, Treblinka, Majdanek e Sobibor. Mas agimos – e que agimos – em uma parceria histórica sem precedentes com o presidente Trump e com os Estados Unidos."

Tradução 2: "E tem mais uma coisa: estamos protegendo a Europa. Uma Europa que esqueceu tantas coisas desde o Holocausto. Pode aprender muito conosco, e acima de tudo o essencial: a clara distinção entre o bem e o mal, que obriga, no momento decisivo, a ir à guerra em defesa do bem, em defesa da vida".

Tradução 3: "Europa, que após a Segunda Guerra Mundial jurou proteger o bem, está hoje afetada por uma profunda fraqueza moral. Está perdendo o controle de sua identidade, de seus valores, de seu compromisso de defender a civilização diante da barbárie".

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