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10/06/2024 17:23 (UTC)

BID SOSTENIBILIDAD 2024

CEO do BID Invest diz que é possível investir de forma lucrativa em sustentabilidade

Paula Escalada Medrano.

Washington, 7 jun (EFE) - Embora o investimento em sustentabilidade tenha sido tradicionalmente associado a “fazer o bem ao mundo”, nos últimos anos ficou claro que “os investimentos em sustentabilidade são lucrativos”, disse James Scriven, CEO do BID Invest, o braço privado do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em entrevista à Agência EFE.

“A sustentabilidade era geralmente associada a fazer o bem para o mundo e que não era um investimento lucrativo, e é por isso que, no passado, governos, organizações multilaterais ou fundações trabalharam neste espaço”, declarou.

Mas, nos últimos anos, ficou demonstrado, em grande parte devido ao impulso dos setores privados das multilaterais, como o BID Invest, que “é possível investir de forma lucrativa no conceito de sustentabilidade” e atrair o interesse das empresas, acrescentou Scriven.

Segundo o CEO do BID Invest, o exemplo mais claro e o ponto de inflexão, foi no setor de energia, onde anos atrás o que era rentável era a energia convencional, carvão ou gás, e agora “o que é rentável são as energias renováveis”.

Dada essa mudança de paradigma, as oportunidades para a América Latina são imensas, disse o diretor geral da instituição, criada em 2016 e que é propriedade de 48 países-membros, 26 dos quais estão na região da América Latina e do Caribe.

 AMÉRICA LATINA, PARTE DA SOLUÇÃO.

“Geralmente a América Latina e o Caribe são associados a questões sociais ou de desigualdade, mas hoje podem resolver grandes questões de desenvolvimento, não só na região, mas no mundo”, declarou Scriven.

Além das energias renováveis, como a eólica e a solar, afirmou que as oportunidades de investimentos sustentáveis na América Latina estão em setores como o de mineração.

“A transição energética está exigindo minerais tão importantes quanto o cobre e o lítio, e hoje a América Latina é o maior produtor”, acrescentou.

Há também grandes oportunidades no setor de segurança alimentar. Com as guerras na Europa, os transtornos causados pela pandemia e o crescimento da população mundial, “a necessidade de mais alimentos está se tornando cada vez mais presente, e a cesta básica mundial está na América Latina e no Caribe”, disse Scriven.

 SEMANA DA SUSTENTABILIDADE EM MANAUS.

Para analisar todas as oportunidades na região, bem como os desafios futuros, a Semana da Sustentabilidade, organizada pelo BID Invest, será realizada na próxima semana em Manaus.

Cerca de 800 pessoas de 37 países, incluindo executivos de multinacionais, participarão do evento para assistir a quase 50 apresentações e sessões sobre temas como novos instrumentos de financiamento verde, agrotecnologia e inteligência artificial e suas implicações para a sustentabilidade.

Tudo isso com a Amazônia como foco central.

“O trabalho e as conversas se concentrarão em questões como desmatamento, emprego sustentável no ambiente amazônico, biodiversidade e o que a Amazônia significa para o mundo”, avaliou Scriven.

Diante do desafio da mudança climática, para o Grupo BID como um todo, a região amazônica é fundamental, pois é uma região que fornece 40% da água doce da América Latina e absorve um quarto de todo o CO2 de todo o planeta, mitigando a mudança climática em nível global.

“Nos sentimos privilegiados como Grupo BID por ter um efeito positivo na Amazônia”, comentou Scriven, lembrando que há um ano foi criado o Amazônia Sempre, um programa para acelerar o desenvolvimento sustentável, inclusivo e resiliente da região que se espalha por Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru e Suriname.

NOVA ESTRATÉGIA DE INVESTIMENTO.

Todos esses projetos se enquadram no princípio da “cocriação”, que se baseia em “trabalhar junto com as comunidades para ver o que elas precisam”, declarou Scriven.

“Acho que as iniciativas anteriores na Amazônia foram feitas a partir de outras partes do mundo, interpretando o que a Amazônia precisava, e muitos desses conceitos não foram bem-sucedidos”, avaliou.

"Embora se possa pensar que a melhor coisa a fazer é 'deixar a floresta em paz', a realidade é que hoje existem 44 milhões de habitantes na Amazônia que, se não tiverem trabalho, vão desmatar”, declarou Scriven.

“Nossa intenção é dar a eles oportunidades de trabalho que sejam de alguma forma congruentes e sustentáveis no contexto da Amazônia”, concluiu. EFE

El director general del BID Invest, James Scriven, habla con EFE durante una entrevista el 04 de junio de 2024 en la sede del organismo en Washington (EE. UU). EFE/Lenin Nolly

El director general del BID Invest, James Scriven, habla con EFE durante una entrevista el 04 de junio de 2024 en la sede del organismo en Washington (EE. UU). EFE/Lenin Nolly

El director general del BID Invest, James Scriven, habla con EFE durante una entrevista el 04 de junio de 2024 en la sede del organismo en Washington (EE. UU). EFE/Lenin Nolly

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